ADOÇÃO
Diz o capítulo 12 da
Confissão de Fé Batista 1689, em seu primeiro tópico, sobre adoção:
“Em seu único Filho,
Jesus Cristo, e, por causa dEle, Deus é servido fazer participantes da graça da
adoção todos quantos são justificados. Por essa graça eles são recebidos no
número dos filhos de Deus, e desfrutam das liberdades e privilégios dessa
condição; recebem sobre si o nome de Deus; recebem o espírito de adoção; têm
acesso com ousadia ao trono de graça, e clamam Aba, Pai; recebem compaixão,
proteção, e a provisão de suas necessidades. E são castigados por Deus, como
por um pai; porém, jamais são lançados fora, pois estão selados para o dia da
redenção. E herdam as promessas, na qualidade de herdeiros da salvação eterna.”
A Bíblia de estudo de
Genebra comenta sobre a adoção, baseada em GL 4:5, o texto abaixo.
Gálatas 4:5: “Para
resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de
filhos”.
O dom da
justificação, isto é, a presente aceitação por Deus, o Juiz do mundo, é
acompanhada pelo dom da adoção, isto é, o dom de a pessoa poder tornar-se filho
do Pai Celestial (Gl 3.26;4,4-7). No mundo de Paulo, a adoção se fazia
comumente de jovens adultos, homens, de bom caráter, que se tornavam herdeiros
e mantinham o nome da família de pessoas ricas que, de outro modo, não teriam
filhos. Paulo, contundo, proclama a adoção graciosa de Deus, que adota
indivíduos de mau caráter, para se tornarem herdeiros de Deus e co-herdeiros
com Cristo (Rm 8.17). A justificação é a benção básica sobre a qual se fundamenta
a adoção; a adoção é a bênção culminante para a qual a justificação abre
caminho. O status de adotado pertence a todos os que recebem Cristo (Jo 1.12).
Em Cristo e através de Cristo, Deus ama seus filhos adotivos, como ama a seu
Filho unigênito, e partilhará com eles a glória que Cristo usufrui agora (Rm
8.17, 38-39). Os crentes estão sob o cuidado e disciplina paternais de Deus (Mt
6.26; Hb 12.5-11). Eles devem orar a Deus que é seu próprio Pai do céu (Mt
6.5-34), expressando desse modo o instinto filial que o Espírito Santo
implantou neles (Rm 8.15-17; Gl 4.6).
Adoção e regeneração
constituem duas realidades que permanecem juntas, como dois aspectos da
salvação assegurada por Cristo (Jo 1.12-13), porém são realidades que devem ser
distinguidas entre si. A adoção resulta num novo relacionamento, enquanto que a
regeneração é uma mudança de nossa natureza moral. Contudo, a conexão entre
elas é clara. Deus quer que seus filhos, a quem ele ama, tenham o seu caráter
e, para isso, ele toma providências.
Fonte: Bíblia de Estudos de Genebra,
Notas Teológicas, página 1394.
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